domingo, 10 de maio de 2009

As Artérias Coronárias


Cada vez mais se ouve falar em artérias coronárias, devido, um pouco ao crescimento do número de pessoas com Factores de risco Cardiovasculares, devendo se isto à progressiva má alimentação e maus hábitos de saúde gerais. Enfim, pagamos aquilo que fazemos. Por vezes estas ditas artérias ocluem ou têm estenoses, ou mesmo obstruções absolutas, o que leva à dor intensa, dor pré-cordial ou retroesternal, com ou sem irradiação. Juntamente com alguns sintomas, os doentes recorrem ao serviço de Urgência e constata-se a subida dos MNM (marcadores de necrose miocárdica) e lá vamos nós para mais um possivel enfarte do miocárdio ou angina, ou doença coronária aguda, etc... E vão ser estas artérias, as estudadas, pelo cateterismo ou por outro ECD, para obtermos respota rapida da localização da oclusao, estenose ou outra anomalia. Aqui fica uma descrição pormenorizada da anatomia das artérias coronárias...




As artérias coronárias constituem-se nos primeiros ramos emergentes da aorta, logo acima do plano valvar aórtico, e seu início pode ser observado nos dois óstios das artérias coronárias, situados nos seios aórticos ou seios de Valsalva direito e esquerdo. A existência de apenas um óstio ou mesmo mais de dois pode ocorrer, embora raramente, havendo relato na literatura de até cinco óstios independentes.
Existe uma grande variação na denominação dos ramos coronários principais, bem como de seus sub­ramos. Isto depende da preferência de cada centro ou de cada serviço, embora a nômina anatômica proponha a padronização.
Outro aspecto que merece aqui ser comentado diz respeito aos territórios de irrigação pelas artérias coronárias que, embora apresentem inúmeras variações, têm uma disposição mais freqüente. Em linhas gerais, a coronária direita se encarrega da irrigação do átrio e ventrículo direitos, da porção posterior do septo interventricular, dos nós sinusal e atrioventricular e, ainda, de parte da parede posterior do ventrículo esquerdo. A coronária esquerda é responsável pela irrigação da parede ântero-lateral do ventrículo esquerdo, átrio esquerdo e da porção anterior e mais significativa do septo interventricular. Como a irrigação dos ventrículos é muito mais preponderante do que a dos átrios, quase sempre a descrição se refere aos ramos ventriculares.

Artéria Coronária Direita


A coronária direita se origina na aorta a partir do óstio coronário direito, segue um curto trajeto até se posicionar no sulco atrioventricular direito, passando a percorrê-lo. Os primeiros ramos com direcção ventricular dirigem-se à parede anterior do ventrículo direito, na região do cone ou infundíbulo, e são denominados ramos conais ou infundibulares. Entretanto, muitas vezes, observa-se a presença da artéria do cone que sai diretamente da aorta. Seguindo o seu trajeto, a coronária direita contorna o anel tricúspide, situando-se anteriormente ao mesmo, até atingir a margem direita ou aguda do coração. Neste trajeto originam-se vários ramos, responsáveis pela irrigação da parede anterior do ventrículo direito, até a sua margem, sendo conhecidos como ramos marginais da coronária direita (EAM anteriores).
Após ultrapassar a margem, a coronária direita se dirige em direcção ao sulco interventricular posterior e à crux cordis. Entre a margem e este ponto podem se originar pequenos ramos posteriores do ventrículo direito até a ocupação pela coronária direita do sulco interventricular posterior, com o ramo interventricular posterior ou descendente posterior. A continuação da coronária direita em direção à parede posterior do ventrículo esquerdo, bem como a própria presença do ramo interventricular posterior, depende do conceito da dominância, que será discutido mais adiante.
A coronária direita dá origem, em cerca de 58% dos casos, à artéria do nó sinusal, que se dirige para cima e medialmente, circundando o óstio da veia cava superior, irrigando neste trajeto o átrio direito e principalmente o nó sinusal. Além da artéria do nó sinusal, a coronária direita emite para os átrios alguns ramos de pequeno calibre.

Artéria Coronária Esquerda

A coronária esquerda se origina do óstio coroná­rio esquerdo, no seio de Valsalva esquerdo, percorrendo um trajeto posterior ao tronco pulmonar. A coronária esquerda tem uma extensão que varia de milímetros a poucos centímetros. Este pequeno segmento, muito calibroso (cerca de 4mm), é denominado tronco da coronária esquerda e apresenta direção anterior, bifurcando-se para originar as artérias interventricular anterior ou descendente anterior e circunflexa. Em vários casos, que segundo alguns autores pode chegar a 39%, ocorre uma trifurcação originando-se na bissetriz do ângulo formando pela artéria descendente anterior e artéria circunflexa, um ramo chamado diagonalis, que cruza obliquamente a parede ventricular.
A artéria descendente anterior tem direção ante­rior, ocupa o sulco interventricular anterior e se dirige à ponta do ventrículo esquerdo, podendo em alguns casos até mesmo ultrapassá-la e prosseguir por poucos centímetros em direção ao sulco interventricular posterior, apresentando comprimento médio de 10 a 13cm e cerca de 3,6mm de diâmetro. Há duas categorias de ramos que se originam a partir da artéria descendente anterior: os ramos septais e os diagonais. Os septais se dirigem ao septo interventricular e se originam a partir da parede posterior da artéria descendente anterior; são intramiocárdicos, ocorrem em número variado, do início da artéria descendente anterior à ponta do ventrículo esquerdo. Os ramos diagonais se originam lateralmente à pa­rede esquerda da artéria descendente anterior, têm sentido oblíquo, se dirigem à parede lateral alta do ventrículo esquerdo e são também conhecidos como ramos anteriores do ventrículo esquerdo.
A artéria descendente anterior, ainda que geralmente seja uma estrutura epicárdica, pode converter­se em intramiocárdica em alguns trechos do seu trajeto para depois emergir à sua posição epicárdica habitual. Estes segmentos de músculo sobre a artéria são denominados ponte miocárdica.
A artéria circunflexa posiciona-se no sulco atrio­ventricular esquerdo e o percorre, desde o seu início, a partir do tronco da coronária esquerda, apresentando entre 6 e 8cm de comprimento. Em cerca de 30% dos casos, a artéria do nó sinusal origina-se da artéria circunflexa em lugar da coronária direita, podendo ocasionalmente, cerca de 10% dos casos, originar-se diretamente do tronco da coronária esquerda. Em seu trajeto, ao longo do sulco atrioventricular, a artéria circunflexa emite inúmeros ramos para a parede lateral do ventrículo esquerdo. Eles são conhecidos como marginais, quanto mais proximais, e ventriculares posteriores, quanto mais distais e próximos ao sulco interventricular posterior. Em uma porcentagem reduzida de casos, a artéria circunflexa pode ocupar o sulco interventricular posterior, caracterizando uma dominância do tipo esquerdo. Neste caso, este ramo recebe o nome de interventricular posterior da coronária esquerda.



Pode ser dificil de entender estas pequenas posições, mas são sem dúvida importantges para um bom diagnóstico e uma boa análise dos EAM ou mesmo outras patologias. É dificil de entender, mas vale a pena.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

INR?? índice de Normalização Internacional...

É camuflado, mas importante, por vezes vemos esta sigla nos resultados das nossas análises e ficamos duvidosos do que poderá ser. É um valor importante para os médicos, enfermeiros, analistas, enfim, todos os profissionais de saúde. Importante para quem se prepara para uma cirurgia, ou quem faz profilaxia da TVP, ou profilaxia de Embolismo Pulmonar, entre muitos outros problemas...
O que é?
O tempo da protrombina, ou a pinta, teste medem o tempo onde toma seu sangue para dar forma a um coágulo. Este teste é chamado igualmente frequentemente protime.
Os resultados do teste do tempo da protrombina podem variar do laboratório ao laboratório, assim que os fornecedores de serviços de saúde usam uma relação chamada a INR (relação normalizada internacional) para poder esclarecer as diferenças.
Qual a razão de ser feito?
O PT/INR é feito geralmente para medir o efeito de sangue-diluir medicinas (anticoagulantes), como o warfarin (Coumadin).
Se você tem um problema médico tal como a fibrilação atrial ou o thrombosis profundo da veia, ou teve uma válvula de coração substituída, seu sangue é mais provável dar forma a coágulos. Os coágulos podem obstruir vasos sanguíneos e possivelmente causar um cardíaco ou um curso de ataque. Seu fornecedor de serviços de saúde pode prescrever um diluidor do sangue para ajudar a impedir coágulos. É muito importante medir o efeito de um diluidor do sangue com este teste. A medicina deve manter o sangue apenas fino bastante para impedir coágulos. Se o sangue é demasiado fino, você pode sangrar demasiado facilmente.
O teste do tempo da protrombina pode igualmente ser feito se você tem o sangramento ou a coagulação anormal.
Qual a necessária preparação para o exame?
Você pode precisar de evitar tomar determinadas medicinas antes do teste porque puderam afetar o resultado da análise. Certificar-se que seu fornecedor de serviços de saúde sabe sobre todas as medicinas, ervas, ou suplementos que você tomar. Não parar algumas de suas medicinas regulares sem primeiramente consultar com seu fornecedor de serviços de saúde.
Se você está tomando o warfarin (Coumadin), ter quantidades diferentes da vitamina K em sua dieta de do dia a dia pode afetar seus resultados da análise e a dosagem de Coumadin que você precisa. Por exemplo, os vegetais verdes frondosos, tais como o espinafre, e os óleos tais como o óleo do canola e o óleo de feijão da soja, são alguns dos alimentos que têm quantidades elevadas da vitamina K. Se você está no warfarin, você deve comer uma dieta equilibrada saudável com uma quantidade mais ou menos idêntica da vitamina K cada dia. Seguir instruções do seu fornecedor de serviços de saúde para sua dieta.
Qual o Significado do Resultado?
A escala normal da pinta é 11 a 14 segundos. A escala normal pode variar ligeiramente do laboratório ao laboratório. As escalas normais são mostradas geralmente ao lado de seus resultados no relatório do laboratório.
Um valor da pinta mais altamente do que o normal significa que seu sangue está tomando mais por muito tempo do que usual para dar forma a um coágulo. Esta pinta prolongada pode acontecer se:
está tomando o warfarin.
tem a infeção hepática.
precisa mais vitamina K.
tem uma desordem de sangue herdada.
tem tido muito sangramento pesado recentemente.

O valor normal para a INR é 1.0
A INR é usada para ajustar a dose do warfarin. A INR desejada variará dependendo de que circunstância está sendo tratada.

sábado, 18 de abril de 2009

Quais as razões para uma maior aposta na RNCCI? São muito transparentes...

A doença vascular cerebral aguda, a fractura do colo do fémur e as insuficiências cardíacas, bem como os quadros psicóticos senis e pré-senis, são os diagnósticos que motivam mais propostas para a referenciação na Rede de Cuidados Continuados Integrados.
De acordo com o relatório da actividade da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) em 2008, estes são os diagnósticos principais que reúnem maior número de propostas para a referenciação nesta rede.
Só a doença vascular cerebral aguda (AVC) motivou 42 por cento das propostas (falta capacidade de resposta para uma boa e eficaz actuação na prevenção da doença e promoção da saúde), refere o documento, a que a Agência Lusa teve acesso, revelando também que, até 31 de Dezembro de 2008, foram contratualizadas 2.870 camas, representando um aumento de 51 por cento em relação a 2007.
Até ao final de 2008, o rácio de cobertura para o total de tipologias de internamento da RNCCI situava-se em 177 camas por 100.000 habitantes com idade igual ou superior a 65 anos, representando um aumento de 51 por cento em relação a 2007.
Das 126 Equipas de Cuidados Continuados Integrados (ECCI) previstas no Plano de Implementação 2008 estavam já constituídas, no último dia do ano passado, 72 equipas, que representam 57 por cento do previsto.
A rede envolve mais de 4.500 profissionais e recursos financeiros de 97.351.925 euros ( O Cristiano Ronaldo e companhia podiam dar uma ajuda!).
O relatório refere que, no âmbito do Projecto de Distribuição de Fraldas a Utentes em Situação de Precariedade Económica internados em Unidades de Longa Duração e Manutenção, foram disponibilizadas, em 2008, um total de 735.540 fraldas, com uma execução financeira de 200.151,78 euros (Aqui em vez de pedirmos aos jogadores de futebol multimilionários, podiamos insistir com os deputados e grandes magistrados, ou mesmo médicos, que em vez de pagarem cotas desnecessárias poderiam ajudar aqui e ali).
A medida permitiu "apoiar cerca de 60 por cento da população internada em Unidades de Longa Duração e Manutenção com problemas de incontinência, garantindo uma melhoria na prestação de cuidados e na qualidade de vida dos utentes".
O relatório indica que, em 2008, foram referenciados para a RNCCI 18.323 utentes, o que representa um aumento de 132 por cento, em relação a 2007 (o futuro - geriatria...então vamos mas é investir caramba). Desde o início do funcionamento da rede e até 31 de Dezembro do ano passado, foram referenciados 26.222 utentes.
"A distribuição dos utentes referenciados em 2008 por tipologias de resposta mostra que 30,1 por cento do total foi proposto para tipologia de internamento de Convalescença, 27,3 por cento para Média Duração e Reabilitação e 26,7 por cento para Longa Duração e Manutenção", lê-se no documento.
Dos utentes referenciados, 79 por cento tem 65 ou mais anos, uma igual percentagem vive com a sua família natural, 13 por cento vivem sós (a actualidade obriga a coisas terríveis) e quatro por cento vivem numa instituição.
"Os familiares constituem o principal suporte dos utentes que recebem apoio (em 67 por cento dos casos), seguido da ajuda domiciliária de apoio social (24 por cento)", segundo o documento.
A Rede, criada pelos Ministérios do Trabalho e da Solidariedade Social e da Saúde em 2006, é formada por um conjunto de instituições públicas e privadas que prestam cuidados continuados de saúde e de apoio social.
A RNCCI tem como objectivos a prestação de cuidados de saúde e de apoio social de forma continuada e integrada a pessoas que, independentemente da idade, se encontrem em situação de dependência.
SMM.
Lusa/Fim
Está a crescer, sim, está, mas temos que ser mais rápidos, mais audazes e arriscar. Estas unidades que se criem, a rede tem de aumentar...Vamos lá gente rica, ajudem um pouco, vamos lá senhores empresários, vamos lá Santas Casas das Misericórdias...

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Esperam até à ultima hora!! Impressionante...vamos à Luta!

COMISSÃO NEGOCIADORA SINDICAL DOS ENFERMEIROS
Negociações da Carreira de Enfermagem

M. SAÚDE REMETEU NOVA PROPOSTA
Enfermeiros têm razões acrescidas para realizar a Greve de 2 e 3. Abril.09
Análise da Nova Proposta reformulada do Ministério da Saúde, remetida a 31.Março.09 (19h30)
A – Carreira de Enfermagem

1 – Âmbito de aplicação
Mantém: Este Diploma é aplicável:
Aos CTFP e nas Regiões Autónomas – art.º 2
Aos actuais e futuros CITs é aplicável a estrutura de Carreira, o resto das matérias consta de
ACT – art.º 3
Aos futuros CITs não é aplicável a Grelha Salarial (remunerações mínimas a fixar em ACT) – art.º 11, n.º 2
2 – Estrutura de Carreira e Desenvolvimento Profissional
A – Categorias: Mantém 2 – art.º 4:
Enfermeiro – Prestação de Cuidados Gerais e Especializados, Formação e Investigação – art.º 6
Enfermeiro Principal – Conteúdo Funcional de Enfermeiro e Coordenação dos Serviços – art.º 7
O Conteúdo funcional indicia que o Governo não pretende aprovar o MODELO DE DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL tal como foi acordado entre a Ordem dos Enf. e o Ministério da saúde
B – Acesso à Categoria de Enfermeiro Principal – art.º 9
Mantém - Deter o Título de Enf.º Especialista
Novo – Deter 15 anos de exercício profissional
C – Área da Gestão – art.º 14
Nova redacção com o mesmo objectivo:
Os Enfermeiros podem exercer funções de Coordenação, Direcção e Chefia de Unidades Funcionais, Serviços ou Departamentos. Têm que deter a Categoria de Enfermeiro Principal
De entre os Enfermeiros com a Categoria de Enfermeiro Principal, o CA escolhe alguns para exercerem estas funções. São exercidas em Comissão de Serviço, de 3 anos, renovável. A Remuneração é a fixar em diploma
D – Recrutamento

Mantém: Ingresso e Acesso é por Concurso; O Concurso é a regulamentar em Portaria – art.º 10
Novo – O Período Experimental do CTFP passa de 90 dias (3 M) para 240 dias (8 M) – art.º 15
3 – Estrutura e Desenvolvimento Salarial – Novo:
Categoria de Enfermeiro: 11 Posições: Vai do Nível 11 (Posição 1 = 995.51) até ao Nível 44 (Posição 11 = 2 694.75)
Categoria de Enf. principal: 5 Posições: Vai do Nível 44 (Posição 1 = 2 694.75) até ao Nível 57 (Posição 5 = 3 364.14) – art.º 12, n.º 1
Novo: O Ingresso é na Posição 2 da Grelha (Nível 15 = 1 201.48) – art.º 10, n.º 4
Mantém: A Progressão é nos termos do Regime Geral (5/5 anos) - art.º 12, n.º 3
4 – Transição para Nova Carreira
A – Transição de Categoria – Novo – art.º 19 e 20:
a) ACTUAIS Enfermeiros, Enfermeiros Graduados e Enfermeiros Especialista
TRANSITAM DE IMEDIATO para a Categoria de Enfermeiro
b) ACTUAIS Enfermeiros SUPERVISORES DO 6.º Escalão
TRANSITAM DE IMEDIATO para a Categoria de Enfermeiro Principal
c) ACTUAIS Enfermeiros Chefes e Supervisores do Escalão 1 ao 5º
Permanecem na actual Carreira
Transitarão para a Categoria de Enfermeiro principal da Nova Carreira quando a sua remuneração atingir o valor da Posição 1 (Nível 44 = 2 694.75)
B – Transição Remuneratória – art.º 21
Mantém: Na Transição para a Nova Carreira, os Enfermeiros MANTÊM o seu ACTUAL vencimento

B – Outros aspectos
1 – Duração e organização do Tempo de Trabalho
Período normal é de 35 horas semanais. A organização do trabalho é por Turnos. Sobre todas as restantes matérias (trabalho extra, horas de qualidade, pagamentos, etc, APLICA-SE o RCTFP) – art.º 13
2 – Formação Profissional
Podem ser autorizadas Licenças (sem perda de remuneração) por um período de 10 dias úteis por ano. Licenças superiores a 10 dias requer autorização do Ministro da Saúde. – art.º 16
3 – Avaliação de Desempenho
Aplica-se o SIADAP com adaptações a negociar. É regulada em ACT ou em Portaria.
APRECIAÇÃO GLOBAL e GENÉRICA DO SEP/CNESE
1 – Mantêm-se as exigências relativamente ao Âmbito de Aplicação
2 – Relativamente à Estrutura de Carreira e Desenvolvimento Profissional
Não há qualquer justificação para a existência duma 2.ª Categoria (Enfermeiro Principal) nos termos em que o MS propõe.
Esta 2.ª Categoria impede o Desenvolvimento Profissional (Só alguns Enfermeiros com o Título de Enf. Especialista é que “acedem” a Enf. Principal – “ganham mais”/face ao Concurso/Vagas) e constitui um “travão” ao desenvolvimento salarial
Só á admissível a existência duma 2.ª Categoria ou Categoria Atípica se:
Enquadrar o exercício das Funções de Gestão
Os Enfermeiros, na Categoria de Enfermeiro, tiverem a possibilidade de atingir o Nível Remuneratório 57 (topo dos Licenciados da Carreira Técnica Superior)
3 – Quanto à Estrutura e Desenvolvimento Salarial
Há melhorias muito pouco significativas.
Para iniciar a negociação, consagrar o nível remuneratório 15 (1 201.48) para Ingresso e o topo da Técnica Superior (nível remuneratório 57) é positivo.
Contudo, continua a constituir um INSULTO e não há qualquer justificação para:
A existência do nível 11 como Posição 1 da Grelha
Que os Enfermeiros, na Categoria de Enfermeiro, NÃO tenham a possibilidade de atingir o nível 57, como os restantes Licenciados da CTSuperior.
É INADMISSÍVEL que as regras de Progressão remuneratória sejam as mesmas do Regime Geral.
4 – Relativamente à Transição
“O MSaúde quanto mais pensa, PIORES SOLUÇÕES apresenta”.
Valorizamos a inerente ideia de não pretender “descategorizar” a área da Gestão. Contudo, a solução não tem qualificação.
É INTOLERÁVEL que, na transição para a nova Carreira, os Enfermeiros não tenham a devida valorização económica inerente à aquisição da Licenciatura (que outros já tiveram).
5 – Quanto aos Outros Aspectos, mantemos as exigências

A APROVAÇÃO DO
MODELO DE DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL
NOS TERMOS EM QUE FOI ACORDADO
É UM IMPERATIVO DA PROFISSÃO