quarta-feira, 5 de maio de 2010

Equipas multidisciplinares


Muitos dos profissionais de saúde não sabem ou pouco sabem do verdadeiro significado de uma equipa multidisciplinar. Gostaria neste período obter algumas informações extra em relação ao objectivo/significado da equipa multidisciplinar. Torna-se cada vez mais uma necessidade perceber estes contextos, estas dinâmicas de trabalho, que segundo dados estatisticos, têm a sua elevada eficiência.

Já no curso ouvimos e é-nos incutida uma sensibilidade para o "todo" do doente/utente/cliente, isto é, uma visão holística do indivíduo. Numa perspectiva de cuidados permanentes, ou seja, num ambiente hospitalar ou similar, há a necessidade de abordar o individuo a todos os seus níveis, como por exemplo: estado nutricional, responsável pela nutricionista; processo de reabilitação funcional, responsável pela fisioterapeuta; incentivo à autonomia e cuidados de enfermagem, responsável pela equipa de enfermagem; o igual incentivo à autonomia nas AVD's, responsável pela equipa de auxiliares de accão médica; desenvolvimento das capacidades comunicacionais, da responsabilidade do terapeuta da fala; desenvolvimento da autonomia das AIVD's (Actividades Instrumentais de Vida Diárias), responsabilidade da terapeuta ocupacional.



É fácil perceber a necessidade da existência de uma equipa deste calibre, desta variedade de classes, necessárias para uma reabilitação do utente/doente/cliente.

Enfermeiros ou técnicos? Eis a questão...

Quando falamos de saúde, isto é, no que toca à saúde as pessoas procuram sempre o caminho mais fácil mas também mais qualitário. Não entendem, nem aceitam que na sua hora, naquele momento em que precisam, o serviço seja com uma qualidade menor que a idela e fantástica.
Daí vai, que o INEM, decidiu substituir os profissionais de saúde (enfermeiros) no atendimento a chamadas de emergência. Eu sei, sim, eu sei que pode tornar-se contraditório, ou até roçar o cómico, mas sim, substituiram pelos técnicos. Até aqui tudo bem, pois as decisões vêm de cima, os maiorais, no entanto vamos acreditar que são mudanças para o melhor, mas acham que decisões como as da Emergência pré-hospitalar devem ou vão estar bem asseguradas pelos técnicos?? E não gostava que me respondessem técnicos e profissionais de saúde, mas sim, as próprias pessoas, que todos os dias chamam o 112, ou então aquele "idoso", que sozinho em casa decide ligar porque não consegue respirar e que sente que ao continuar assim irá morrer.
Aí sim, as pessoas vão começar a pensar nas vantagens de ter profissionais (com 4 anos de formação e mais alguns de experiência) no atendimento das chamadas deseperantes e aterrorizadoras dos portugueses.
Alguém dizia: "País de nobres ideias este..."

quinta-feira, 11 de março de 2010

Pressão nas UP ( Úlceras de Pressão)

A aplicação directa de pressão superior à pressão de encerramento dos bordos (16 mm Hg - 33 mm Hg), sobre a pele e tecidos moles vai provocar hipóxia em toda a rgião abrnagida e, se a pressão se mantiver, anóxia tecidular.

Um doente debilitado, com zonas cutâneas sujeitas a uma pressão de 20 mm Hg por um período superior a 2 horas, pode desencadear nelas uma situação de isquemia grave.

A pressão e o tempo a que os tecidos a ela estão sujeitos são factores determinantes no aparecimento de lesões.

As proeminências ósseas, ao aumentarem a pressão directa contra os tecidos moles, são local preferencial para o aparecimento de lesões.

As feridas assim provocadas têm uma extensão maior perto da proeminência óssea e menor à superficie, tomando a caracterisitca forma cone invertido.

A úlcera inicia-se junto ao osso e progride até à superficie, no sentido da aplicação da pressão.

Quando a pressão é aplicada longitudinalmente surge uma úlcera de pressão com caracteristicas diferentes. A extensão é maior à superficie e menor em profundidade.

A título de exemplo, recorda-se a importância e a fulcralidade do papel da nutrição:

  • As proteínas são fundamentais para a regeneração tecidular e estimulam a função imunitária;
  • A arginina aumenta a irrigação na área da ferida e facilita a regeneração do tecido;
  • As vitaminas, principalmente a vit. c ajudam na anulação de radicais livres, obtendo-se uma melhor sintese de colagéneos;
  • O zinco facilita a mitose, com o consequente avanço da cicatrização.

O "Burburinho"

  • Toda a gente fala nisso, não se fala de outra coisa. Está em pleno desenvolvimento a filosofia de cuidados continuados, cuidados conscientes e íntegros, diferentes das banais filosofias, cuidados "recapacitadores", como dizia alguém sábio., Adjectivo que me deixou bastante mais lúcido e mais motivado para o próprio desenvolvimento desta nova filosofia como para próprio crescimento pessoal, não como profissional de saúde, mas sobretudo como pessoa.

  • Agora que pratico a minha profissão integrada nesta nova filosofia ( +- 3 anos de existência), fico mais atento, mais "aberto" a actualizações/informações, com o objectivo de melhorar e potenciar o desenvolvimento exponencial deste tipo de cuidados. Porém, infelizmente, consigo, agora melhor, visualizar as diferenças bruscas e fatais na qualidade de cuidados prestados, ora num "Hospital", ora numa Unidade da RNCCI (Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados). Demarca-se a mudança da perspectiva em relação ao utente, a visão holistica (tão falado no curso de licenciatura) não é tão aplicavél e por isso nesta ainda embrionária rede ( pois ainda há muito,mas muito que fazer e desenvolver) nota-se um grau de satisfação diferente, isto é, o utente tem necessariamente de não ser visto como um ser passageiro, uma espécie de "cliente" (discordo desta nova tipologia) em que deve sobrecair uma gestão mais apertada.

  • Fico extasiado por este burburinho se ir tornando ensurdecedor a cada dia que passa, incómodo e com um potencial enorme e único. São o futuro, porém não é positivo dizer isto, pois vão certamente ser bem sucedidos devido ao envelhecimento evolutivo da sociedade (que não deixa por isso de ser mesquinha).

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Um ano...tem necessariamente de ser cheio de Mudanças

Para começar bem o ano, soube há relativamente pouco tempo que a nossa grelha salarial lá se foi mais um pouquinho abaixo, enfim, não merece qualquer tipo de comentário. Depois começamos com os já há muito esperados Concursos para as respectivas ARS e não é o meu espanto quando apenas podem ingressar nessas centenas de vagas pessoas que já trabalham, e "tem de ser numa instituição PÚBLICA", engraçado isto, engraçado pois de facto actualmente as instituições publicas são realmente valorizadas. Hoje em dia tudo se privatiza, tudo é parceria Publico-Privada... Não consigo entender algumas ideias e atitudes deste Ministério da Saúde, infeliz, são assim que essas ideias me colocam.

No entanto espero e desejo que seja um ano ainda melhor que o anterior. Caminhar para a realização dos objectivos pessoais, colher o máximo de estabilidade economica/financeira, laboral, emocional e relacional; conhecer sitios e conhecer outras realidades.
Espero realmente que este ano seja aquele em que a nossa classe, daqui a uns anos mais tarde recorde como o "Ano de Mudança", o ano da libertação e da revolta para que a nossa classe seja realmente e finalmente valorizada, alcançar o valor real.
Um grande ano para todos

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Uma boa noticia, no meio do imenso nevoeiro de ideias...



As metas traçadas para o alargamento da Rede de Cuidados Continuados Integrados vão ser cumpridas, avança a Rádio Renascença, que garante que, até ao final do ano, haverá perto de oito mil lugares na rede. Depois do primeiro-ministro ter traçado, no início do ano, o objectivo de criar oito mil camas até ao fim de 2009 (o que, de início, foi entendido como lugares na rede), o número de camas é, assim, hoje, cerca de metade. Embora o número total de lugares na rede deva ficar muito próximo dos oito mil, refere a responsável pela Unidade de Missão dos Cuidados Continuados, Inês Guerreiro. Outro objectivo fixado pela ministra da Saúde era cada agrupamento de centros de saúde ter, até ao fim do ano, pelo menos, uma equipa a prestar cuidados continuados no domicílio, algo que, recoenhece Inês Guerreiro, ainda não existe em alguns agrupamentos. No entanto, em outros, há mais do que uma, pelo que a coordenadora acredita que também esta meta pode ser alcançada. A RR acrescenta que os novos objectivos traçados pela ministra Ana Jorge apontam para equipas domiciliárias em todos os centros de saúde até 2013 e mais dez mil camas, a somar às quase quatro mil que estão disponíveis neste final de ano.
A Rede de Cuidados Continuados comemora hoje o seu terceiro aniversário, com uma conferência em Lisboa.




"Mesmo assim, ainda há muito a fazer quando falamos no tipo de cuidados discutidos, ainda existe como é obvio, uma grande margem de manobra, há ainda muitas limitações, a todos os níveis. O número para o ano seguinte não pode apenas duplicar, terá que triplicar, mas ainda mais importante do que isso será a qualidade, a qualidade dos cuidados terá de ser previamente assegurada, não podemos sequer pensar na ausencia desta."

Revista Sábado

Sempre fui grande admirador desta revista semanal, aliás, eram raras as vezes que me babava olhando para elas nos quiosques e com uma vontade extrema de as ler. Após ter lido um artigo onde ocorre "uma certa subalternização da classe dos enfermeiros" fiquei bastante desiludido, não pelo artigo, mas pelo facto de esta não ser a primeira vez que os jornalistas da revista actuam desta forma. Sou obrigado a revoltar-me contra o sistema, obrigado a concordar com opiniões variadas, aqui fica uma correcta e lógica - "Como queremos demonstrar que a Saúde é um trabalho de equipa, se a equipa trabalha de uma forma unidireccional (o conceito de equipa multidisciplinar é muitas vezes entendido como " todos ajudam o médico a exercer o seu trabalho" pois Saúde, infelizmente, ainda é sinónimo de Medicina)"...

A revista continua a fazer um grande trabalho de reportagem, mas fiquei como é obvio desiludido..

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Violação no Parque de Estacionamento!!! Como é possível??

Hospital Amadora-Sintra: Estava ao telemóvel com a mãe na altura em que foi atacada
Enfermeira violada à saída do HospitalA mãe de ‘Sofia’ recorda um grito da filha ao telemóvel e a chamada caiu de repente. Aos 25 anos, a jovem enfermeira acabava de ser sequestrada ao entrar para o carro, dentro do parque dos funcionários do Hospital Amadora-Sintra. Não teve tempo para pedir socorro, às 22h30 de anteontem, e o pressentimento da mãe, que correu a telefonar para a polícia, não evitou as três horas de pesadelo que se seguiram. Foi agredida, roubada e violada numa mata.



Fique a saber todos os pormenores na edição de quinta-feira do jornal 'Correio da Manhã'.


Cobardes, parasitas da sociedade, desavergonhados e filhos da p...


Deixa-me assustado e receoso esta notícia.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

"Os truques dos Espertalhões" by Tânia Pereirinha, in Sábado


Excelente reportagem e uma boa síntese descritiva. Deleitei-me ao ler estes excrimínios de que os Portugueses são capazes. Trata-se do povo Português, um povo que se diz "civilizado" e "amado" por todos. É dificil nao gostar dos Portugueses, eu sei, mas muitos deles são espertalhões e cavalos de corrida. Achei ilustrativo e bastante real, espectacular o modo como as pessoas fazem esses desvios do normal funcionamento da vida.


APRENDI que a educação tem aqui um papel crucial, senão único. No Japão "são ensinados para serem bons cidadãos, jogarem em equipa e obedecerem a regras", enquanto que nos países industrializados a coisa cheira de maneira diferente.


Coisas horríveis e que se verificam. Adoro visualizar estas cenas e saber que as pessoas que o fazem sabem que estão a ser vistas, adoro o à vontade delas e o descaramento. Capacidade intrigante e por vezes vantajosa. Aqui ficam coisas que me deixaram de boca aberta, com o riso a querer surgir, quase cómico.


Lixo alimentar nas ruas e transportes públicos; ("oh, é publico mas eu para a próxima penso que já estará limpo")


Filas de espera, sim, filas de espera, onde os portugueses sao bastante respeitadores e glamorosos;


Respeito pelos lugares destinados a deficientes. Eu sei que pode soar um pouco a brutalidade, mas esses "deficientes" falsos deviam ter mesmo um lugar só para eles: o reservatório das sanitas públicas de Lisboa, para não referir outra cidade...


Condução em Português: "oh filho da p...; oh cabrão tu não vês; oh sua p... de merda, vê por onde andas; oh burra do c......, sai da frente". Adoro este Português, transcede-me e deixa-me com aquele sentimento de nostalgia, quando voltamos a casa depois de uns bons tempos fora dela.


A indiferença do gesto "oh deita para o chão, uma coisa tão pequena, que mal tem, não vamos agora andar à procura de lixo so para deitares isso fora! Tenho pressa!"

Cadeia ou um Hospital??

"Os hospitais ingleses são um lugar perigoso. Sobretudo para quem precisa de comer"
Estudo realizado por Investigadores da Universidade Bournemouth. Vi este artigo na "boa" revista Sábado, achei piada e ao mesmo tempo, irrisório e estupido.
Os doentes ingleses passam mais fome que os prisioneiros, os mal feitores e parasitas da sociedade, isto é inadmissivel e incoerente. Qual a justificação? Os doentes, coitados, não têm nem recebem qualquer assistência para se alimentarem. E na prisão a nutrição está regida e administrada segundo a opinião dos dietistas. Enfim, eu quero ir para a ilha! Ou para a prisão! Ou então receber o subsídio de desemprego já não fosse mau de todo.