sexta-feira, 21 de agosto de 2009

É gripe! Mais nada...

Quanto à gripe já revelei a minha opinião, mas fica aqui um exemplo engraçado de descontracção, de um método bastante raro e estranho. Lembro no entanto que esta gripe nao tem em nada a ver com a gripe A actual, embora as pessoas continuem a achar que esta gripe é mortifera, é implacável. É gripe caramba! Mais nada...
Quando a gripe pneumónica atingiu a região do Douro, há um séculos atrás, os bombeiros da Régua recorreram a um "saboroso" desinfectante: o vinho do Porto, e o método parece ter resultado porque nenhum deles foi contagiado com aquela doença. Quando a gripe pneumónica atingiu a região do Douro, há um séculos atrás, os bombeiros da Régua recorreram a um "saboroso" desinfectante: o vinho do Porto, e o método parece ter resultado porque nenhum deles foi contagiado com aquela doença.
A história foi contada por um antigo bombeiro da Régua, António Guedes, que na década de sessenta publicou no jornal "Arrais" as suas recordações, e relembrada hoje à Agência Lusa pelo presidente da Federação Distrital dos Bombeiros de Vila Real, Alfredo Almeida. António Guedes tinha 24 anos quando a pandemia da gripe espanhola atingiu o Douro, na Primavera de 1918. Na altura, segundo Alfredo Almeida, os bombeiros da Régua desempenharam um papel "importante no apoio sanitário aos infectados e viveram, sem alarmismos, os momentos mais críticos deste nefasto acontecimento".
Através daquele jornal, António Guedes contou que a sua corporação montou "um improvisado hospital na casa onde hoje está o Asilo Vasques Osório, o qual ficou sob a direcção do médico da nossa corporação, o senhor doutor Luís António de Sousa".
"Ainda não existiam ambulâncias na corporação, e éramos nós bombeiros, que com macas portáteis, íamos buscar os doentes a suas casas e os transportávamos para o hospital, sublinhou. No seu relato, Guedes frisa o facto de nenhum dos bombeiros se ter contagiado com aquela terrível doença, certamente devido à desinfecção a que eram sujeitos sempre que chegam com qualquer doente. "E recordo-me muito bem que, dessa desinfecção, constava um 'medicamento', um 'antibiótico' muito agradável, que era o vinho do Porto. O primeiro gole seria para bochechar e deitar fora e o restante conteúdo do cálice (bem grande, por sinal) era para ingerir", salientou.
Alfredo Almeida disse desconhecer quantas pessoas a pneumónica vitimou no concelho do Peso da Régua, mas, referiu que de Norte a Sul do país, "terá implicado perto de 150 mil casos mortais"."A ser verdade, e não temos razões para duvidar, os efeitos do vinho do Porto, como poderoso desinfectante, talvez pelo seu teor alcoólico, terá resultado em 1918 como uma boa medida de prevenção ao vírus da gripe", sublinhou.
O padre Artur Gomes tinha apenas dois anos quando a sua aldeia, Vale Salgueiro (Mirandela), foi atingida pela gripe pneumónica e na sua memória guarda as histórias de "pavor" contadas pelas pessoas mais antigas."A minha mãe falava muitas vezes dos muitos familiares que morreram por causa daquela gripe. Os meus pais sobreviveram, mas os seus pais morreram", salientou.
Artur Gomes lembrou que a sua aldeia não tinha médicos ou bombeiros, por isso mesmo diz que as pessoas recorriam aos remédios caseiros, como o chá da flor do sabugueiro.Alfredo Almeida referiu que, há um século atrás, "se viveram tempos de alguma improvisação".Hoje os bombeiros da Régua já têm um plano de contingência mas, segundo o responsável, continuam a ter uma garrafeira onde existem, claro está, muitas garrafas de vinho do Porto."Não há razões para haver pânico.
Estamos preparados com máscaras ou desinfectantes, com os meios necessários para e se a crise sanitária nos atingir", sublinhou.
Fonte: expresso.pt

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O poder de ter o poder. Indústria farmacêutica.

"A GlaxoSmithKline (GSK) pode ganhar 1.170 milhões de euros com a vacina que está a produzir contra a Gripe A, segundo noticia o «Cinco Días».A maior farmacêutica britânica tem já garantido vendas no valor de 500 milhões de libras (580 milhões de euros) até Janeiro, mas pode aumentar os ganhos, visto que mais de 50 governos e outras entidades já pediram 195 milhões de doses, sendo que cada uma será vendida a um preço máximo de 6 libras (7 euros). Só o governo britânico encomendou 132 milhões de doses tanto à Glaxo, como à Baxtyer.A farmacêutica investiu 2.312 milhões de euros em investigação e desenvolvimento e na triplicação da produção do antiviral «Relenza» até aos 190 milhões de doses até ao fim do ano.Este vírus tornou-se uma fonte de lucros para a Glaxo, afirmou o CEO do grupo, Andrew Witty: «A gripe A vai ser positiva para os resultados da nossa empresa, mas apenas graças aos esforços que temos realizado. Temos assumido riscos muito importantes durante muito tempo e temos dedicado uma enorme quantidade de recursos a investigações que outros não têm feito».Das vacinas que a GlaxoSmithKline produziu, 50 milhões de doses vão ser doadas à Organização Mundial da Saúde para serem distribuídas nos países pobres."












  • Em relação a este assunto sou bastante pragmático, acho impressionante a forma de ganhar dinheiro actualmente. Impressionante é também a grande especulação criada à volta destes valores astronómicos que esta empresa vai gerar. Dá asas para pensarmos em mais alguma coisa, coisas como uma possivel conspiração contra a humanidade de modo a lucrarem milhões inatingivéis por governos fortes. Na minha sincera opinião, penso que este vírus se tornará sazonal, todas ou quase todas as pessoas ganharão imunidade e não vão ser necessários os "preocupantes" internamentos compulsivos, no entanto, não quero com isto descridibilizar ninguém ou desvalorizar a gripe. Lembro, que a gripe sazonal mata mais gente que a nova gripe.




  • A humanidade vive no medo, vive no desespero. Quando o surto se deu milhares compraram vacinas (não legais) no mercado enorme da internet, por valores igualmente ilegais, e assim contribuem imensamente para o crescimento da corrupção e falsificações. O desespero é assim.



Trata-se de um jogo, a humanidade é a peça fundamental, o ponta de lança que pode ser influenciado, a trocar de clube ou a renovar contrato.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Erro graves vs Erros comuns

"Um bebé prematuro, filho de uma jovem marroquina que foi a primeira vítima mortal da gripe A (H1N1) em Espanha, morreu hoje num hospital de Madrid devido a um "terrível erro profissional", informam fontes sanitárias. O pessoal de enfermagem "confundiu a via de administração de um leite específico para bebés prematuros e introduziram-no na veia, quando devia ser por via nasogástrica", explica António Barba Ruiz de Gauna, director do Hospital Gregório Maranon. A sonda nasogástrica é um tubo de material plástico, mais ou menos flexível, que normalmente se coloca por via nasal. O bebé, que nasceu por cesariana às 28 semanas de gestação, não ficou infectado com a gripe A (H1N1) que matou a mãe. A jovem de 20 anos morrera há menos de uma semana, 30 de Junho. "É uma negligência gravíssima que não tem desculpa", acusa o director do hospital, adiantando que foi aberta uma investigação interna à pessoa que cometeu o erro. O bebé "estava a evoluir bem", quando domingo à noite lhe foi administrado o leite pela via errada. Embora o erro tenha sido detectado pouco depois e os médicos tenham "tentado limpar-lhe o sangue", o bebé morreu hoje. Em relação à possibilidade da família do bebé processar o hospital por negligência, o director adianta que o estabelecimento de saúde assume "todas as responsabilidades humanas". A família da jovem anunciou poucos dias após a sua morte que iria iniciar um processo judicial pelo facto. Após a morte do bebé, os profissionais de enfermagem foram afastados do serviço no Hospital Gregório Maranon. O caso está também a ser investigado pela tutela."
  • É um acidente sem dúvida fatal, sem dúvida que a pessoa em questão não mereçe qualquer desculpa, mas é só para imaginarem sequer, ou tentarem perceber a responsabilidade que nos são transferidas aquando de um doente. É impressionante. Gostava de ver, o primeiro, a afirmar que não tem qualquer medo ou qualquer dúvida no seu local de trabalho. Todos erramos, uns mais do que outros e uns mais graves do que outros, mas erramos. Sem excepção.

  • Foi um erro incrivel e imperdoável, nem estou a defender a profissional, mas apenas estou a alertar para os outros tipos de erros que acontecem todos os dias nas enfermarias. Que deviam ser "não compreendidos", mas de uma forma simpática abordados.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Qual Ordem?

A Ordem dos Enfermeiros concorda com a aprovação do diploma que prevê que os jovens licenciados passem a cumprir um tempo de internato para se adaptarem à profissão. Maria Augusta Sousa diz que se trata de um mecanismo de segurança.
O sindicato e a Ordem dos Enfermeiros consideram positivo que os jovens licenciados passem a cumprir um tempo de internato. Esta quinta-feira, na última sessão desta legislatura, o Parlamento aprovou por unanimidade a alteração ao Estatuto da Ordem que abre caminho para o internato que pode vir a ter a duração de um ano. A bastonária, Maria Augusta Sousa, lembra que a maior parte dos erros cometidos por um enfermeiros acontecem no primeiro ano de exercício da profissão, o que faz o internato ganhar importância.

TSF
Não me atrevo sequer a comentar, tirem as vossas especulações. Até a Ordem concorda com a remuneração abaixo da de um Enfermeiro, que já é conhecida por ser alta e justa! Com estas decisões como é que não havemos de estar nas posições que estamos. Não tem qualquer sentido que os recém-licenciados tenham de fazer este internato.