terça-feira, 18 de novembro de 2008

Dicionário de Palavras dificéis

Aerocolia - Presença de gases no cólon. Combate-se com carvão vegetal.

Odinofagia - semelhante a disfagia, dor na deglutição de alimentos.

Pós - pandrial - Período após as refeições, que inicia a digestão.

Doença Arterial Periférica - DAP

Sempre me interessei por este tema, bastante, ainda, desconhecido pelos nossos lados, no entanto achei pertinente colocar aqui alguns pontos interessantes que visualizei e aprendi atentamente numa entrevista do Dr. Professor Luis Mendes Pedro.


É nos membros que a doença aterosclerótica acontece com mais frequencia, geralmente muito assintomática, apenas pequenos sub-grupos desenvolvem sintomas de dor isquémica em repouso. "Portadores da DAP têm cerca de 20 % de possibilidades de sofrerem AVC ou EAM"... Nestes torna-se urgente a intervenção médica para assim tentarmos diminuir os factores de risco e incluir a medicação apropriada.


Vários estudos têm sido feitos, no entanto falta em Portugal pernas, muitas pernas para andar, com erste assunto, que se torna desconhecido no nosso meio.


Apesar das complicações mais frequentes (AVC E EAM) nao devemos nunca esquecer o envolvimento das artérias renais e esplénicas, onde a doença é "menos frequente, mas com manifestações clinicas evidentes".

De facto, a história clinica, para além de informação sobre factores de risco e sintomas de doenças noutros territórios, deve incluir a pesquisa de claudicação intermitente, dor, cansaço ou sensação de peso em grupos musculares dos Membros Inferiores. Parestesias e impotência funcional do membro podem acompanhar a claudicação.


"Às tradicionais abordagens segmentares da doença, frequentemente através da intervenção cirúrgica... são actualmente muito relevantes o controle activo de factores de risco e a prevenção farmacológica da aterosclerose".


A presença de pulsos nos membros inferiores nem sempre exclui de forma absoluta a presença de DAP (Pressão Tornozelo - Braço). "Os doentes com DAP sintomática devem ser medicados com estatinas no sentido de obter controlo sobre os niveis de colesterol e também pelas propriedades pleiotrópicas daqueles fármacos que parecem reduzir as placas de ateroma".

O trabalho de investigação que continue... Devemos mudar algumas tradicionais abordagens, para uma maior eficiência.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Enfermagem

Sinto que ainda falta tanta coisa para aprender...e ainda bem, porque assim nunca nos cansamos de tentar atingir mais, o "mais" que nos faz viver com motivaçao, desejo e busca. Muito importante hoje em dia, esses três componentes, para que a nossa vida seja feliz. Sinto me um burro, mas vamos estudando e vendo novas coisas...

A vida é mesmo perfeita, porra!

Oximetria de Pulso

Encontrei estas duas opiniões cheias de sabedoria em relaçao a esta temática e achei interessante expô-las aqui no blog... desde já os parabéns aos que opinaram...

Uma Opinião:

A oximetria de pulso é baseada em dois princípios: -A oxihemoglobina e a dioxihemoglobina diferem na absorção da luzvermelha e infravermelha (ou seja espectrofotometria).O volume de sangue arterial nos tecidos (e consequentemente, a absorção de luz por esse sangue) altera-se durante a pulsação(ou seja pletismografia). O oxímetro de pulso determina a SpO2passando luz vermelha e infravermelha pelo leito arteriolar e medindo as mudanças na absorção de luz durante o pulso.As fontes de luz no sensor de oximetria são emissores de luz vermelha e infravermelha; existindo um fotodetector (normalmente a própria ergonomia do aparelho leva-nos a dispensar o trabalho de raciocinar nesse aspecto…lol)Visto que a oxihemoglobina e a dioxihemoglobina diferem na absorção de luz, a quantidade de luz vermelha ou infravermelha absorvida pelo sangue está relacionada à saturação de oxigénio da hemoglobina. Para identificar a saturação de oxigénio dahemoglobina arterial, o monitor utiliza a natureza pulsátil do fluxo arterial. Durante a sístole, um novo pulso de sangue arterialpenetra no leito vascular e o volume de sangue e a absorção de luz aumentam. Durante a diástole, o volume de sangue e a absorção de luz atingem o seu ponto mais baixo. O monitor interpreta as medidas de SpO2 na diferença entre absorção máxima e mínima (por exemplo, medidas em sístole e diástole). Dessa maneira, ele “foca” a absorção de luz pelo sangue arterial pulsátil, eliminando os efeitos de absorventes não-pulsáteis, como tecidos,ossos e sangue venoso.Por isso, para que possamos considerar que o valor de SpO2 é real, ele tem de se coadunar com a frequência cardíaca e pulso( se tiveres uma monitorização invasiva da pressão arterial ainda notarás melhor isto pois a onda do oxímetro será semelhante à da TA, se tudo correr bem...lol) . Dai que num doente hipotenso seja por vezes difícil aferir a SpO2 ou também em casos de hipoperfusão periférica uma vez que o pulso pode não ser aferível, não pelo menos no local onde o oxímetro é colocado ( normalmente um dedo da mão num adulto, pode também ser usada a orelha e outras coisas afins).Muito mais há a dizer sobre isto...

Outra Opiniao...


O oxímetro mede a saturação funcional – hemoglobina oxigenada expressa como uma percentagemda hemoglobina que pode transportar oxigénio. Ele não detecta quantidades significativas de hemoglobina disfuncional, como carboxihemoglobina ou metahemoglobina. Por isso não é propriamente a dioxihemoglobina que poderá ser responsável por isso que referiu.São vários os factores que podem interferir com a leitura da oximetria de pulso:Dishemoglobinemias:Quando presentes em quantidades significativas, tanto a carboxihemoglobina (COHb) quanto a metahemoglobina (MetHb), podem alterar a leitura da SpO2. Não há previsibilidade de erro, isto é, se existirá sub ou sobrestimação da concentração, uma vez que o espectro de absorção destas hemoglobinas é semelhante ao da hemoglobina reduzida e oxihemoglobina. Corantes: Azul de metileno, fluoresceína, alguns vernizes para as unhas provocam falsas leituras(por baixo) da SpO2.Luz ambiente: Apesar de haver correcção automática na maioria dos oxímetros de pulso, luzes fluorescentes, focos cirúrgicos de xénon e luz solar podem alterar a leitura da SpO2, dando valores inferiores ao real (acreditem…).Artefactos de movimento: Os movimentos do sensor, por exemplo os que ocorrem durante tremores, dá medidas incorrectas e falsos alarmes. Hipoperfusão:Baixo débito cardíaco, hipotermia e vasoconstrição comprometem a intensidade do pulso arterial e portanto a intensidade do sinal “correcto” a ser lido.Anemia: A anemia isolada não compromete a leitura da oximetria de pulso, porém quando associada à hipoxémia, pode traduzir-se em leituras “esquisitas”.Pulso venoso: Estados de sobrecarga de volume, que condicionem sobrecarga da rede vascular venosa que possam determinar a presença de pulso venoso pode fornecer também uma falsa baixa leitura da SpO2, já que os oxímetros são programados para identificar o sinal pulsátil como de origem arterial.
Mesmo sendo uma parâmetro muito útil a oximetria de pulso dá-nos apenas uma estimativa da oxigenação. O diagnóstico de certeza é dado pela gasometria e aferição do valor de PaO2 e claro…também pelo doente.