Sinto que ainda falta tanta coisa para aprender...e ainda bem, porque assim nunca nos cansamos de tentar atingir mais, o "mais" que nos faz viver com motivaçao, desejo e busca. Muito importante hoje em dia, esses três componentes, para que a nossa vida seja feliz. Sinto me um burro, mas vamos estudando e vendo novas coisas...
A vida é mesmo perfeita, porra!
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Oximetria de Pulso
Encontrei estas duas opiniões cheias de sabedoria em relaçao a esta temática e achei interessante expô-las aqui no blog... desde já os parabéns aos que opinaram...
Uma Opinião:
Outra Opiniao...
O oxímetro mede a saturação funcional – hemoglobina oxigenada expressa como uma percentagemda hemoglobina que pode transportar oxigénio. Ele não detecta quantidades significativas de hemoglobina disfuncional, como carboxihemoglobina ou metahemoglobina. Por isso não é propriamente a dioxihemoglobina que poderá ser responsável por isso que referiu.São vários os factores que podem interferir com a leitura da oximetria de pulso:Dishemoglobinemias:Quando presentes em quantidades significativas, tanto a carboxihemoglobina (COHb) quanto a metahemoglobina (MetHb), podem alterar a leitura da SpO2. Não há previsibilidade de erro, isto é, se existirá sub ou sobrestimação da concentração, uma vez que o espectro de absorção destas hemoglobinas é semelhante ao da hemoglobina reduzida e oxihemoglobina. Corantes: Azul de metileno, fluoresceína, alguns vernizes para as unhas provocam falsas leituras(por baixo) da SpO2.Luz ambiente: Apesar de haver correcção automática na maioria dos oxímetros de pulso, luzes fluorescentes, focos cirúrgicos de xénon e luz solar podem alterar a leitura da SpO2, dando valores inferiores ao real (acreditem…).Artefactos de movimento: Os movimentos do sensor, por exemplo os que ocorrem durante tremores, dá medidas incorrectas e falsos alarmes. Hipoperfusão:Baixo débito cardíaco, hipotermia e vasoconstrição comprometem a intensidade do pulso arterial e portanto a intensidade do sinal “correcto” a ser lido.Anemia: A anemia isolada não compromete a leitura da oximetria de pulso, porém quando associada à hipoxémia, pode traduzir-se em leituras “esquisitas”.Pulso venoso: Estados de sobrecarga de volume, que condicionem sobrecarga da rede vascular venosa que possam determinar a presença de pulso venoso pode fornecer também uma falsa baixa leitura da SpO2, já que os oxímetros são programados para identificar o sinal pulsátil como de origem arterial.
Mesmo sendo uma parâmetro muito útil a oximetria de pulso dá-nos apenas uma estimativa da oxigenação. O diagnóstico de certeza é dado pela gasometria e aferição do valor de PaO2 e claro…também pelo doente.
Uma Opinião:
A oximetria de pulso é baseada em dois princípios: -A oxihemoglobina e a dioxihemoglobina diferem na absorção da luzvermelha e infravermelha (ou seja espectrofotometria).O volume de sangue arterial nos tecidos (e consequentemente, a absorção de luz por esse sangue) altera-se durante a pulsação(ou seja pletismografia). O oxímetro de pulso determina a SpO2passando luz vermelha e infravermelha pelo leito arteriolar e medindo as mudanças na absorção de luz durante o pulso.As fontes de luz no sensor de oximetria são emissores de luz vermelha e infravermelha; existindo um fotodetector (normalmente a própria ergonomia do aparelho leva-nos a dispensar o trabalho de raciocinar nesse aspecto…lol)Visto que a oxihemoglobina e a dioxihemoglobina diferem na absorção de luz, a quantidade de luz vermelha ou infravermelha absorvida pelo sangue está relacionada à saturação de oxigénio da hemoglobina. Para identificar a saturação de oxigénio dahemoglobina arterial, o monitor utiliza a natureza pulsátil do fluxo arterial. Durante a sístole, um novo pulso de sangue arterialpenetra no leito vascular e o volume de sangue e a absorção de luz aumentam. Durante a diástole, o volume de sangue e a absorção de luz atingem o seu ponto mais baixo. O monitor interpreta as medidas de SpO2 na diferença entre absorção máxima e mínima (por exemplo, medidas em sístole e diástole). Dessa maneira, ele “foca” a absorção de luz pelo sangue arterial pulsátil, eliminando os efeitos de absorventes não-pulsáteis, como tecidos,ossos e sangue venoso.Por isso, para que possamos considerar que o valor de SpO2 é real, ele tem de se coadunar com a frequência cardíaca e pulso( se tiveres uma monitorização invasiva da pressão arterial ainda notarás melhor isto pois a onda do oxímetro será semelhante à da TA, se tudo correr bem...lol) . Dai que num doente hipotenso seja por vezes difícil aferir a SpO2 ou também em casos de hipoperfusão periférica uma vez que o pulso pode não ser aferível, não pelo menos no local onde o oxímetro é colocado ( normalmente um dedo da mão num adulto, pode também ser usada a orelha e outras coisas afins).Muito mais há a dizer sobre isto...
Outra Opiniao...
O oxímetro mede a saturação funcional – hemoglobina oxigenada expressa como uma percentagemda hemoglobina que pode transportar oxigénio. Ele não detecta quantidades significativas de hemoglobina disfuncional, como carboxihemoglobina ou metahemoglobina. Por isso não é propriamente a dioxihemoglobina que poderá ser responsável por isso que referiu.São vários os factores que podem interferir com a leitura da oximetria de pulso:Dishemoglobinemias:Quando presentes em quantidades significativas, tanto a carboxihemoglobina (COHb) quanto a metahemoglobina (MetHb), podem alterar a leitura da SpO2. Não há previsibilidade de erro, isto é, se existirá sub ou sobrestimação da concentração, uma vez que o espectro de absorção destas hemoglobinas é semelhante ao da hemoglobina reduzida e oxihemoglobina. Corantes: Azul de metileno, fluoresceína, alguns vernizes para as unhas provocam falsas leituras(por baixo) da SpO2.Luz ambiente: Apesar de haver correcção automática na maioria dos oxímetros de pulso, luzes fluorescentes, focos cirúrgicos de xénon e luz solar podem alterar a leitura da SpO2, dando valores inferiores ao real (acreditem…).Artefactos de movimento: Os movimentos do sensor, por exemplo os que ocorrem durante tremores, dá medidas incorrectas e falsos alarmes. Hipoperfusão:Baixo débito cardíaco, hipotermia e vasoconstrição comprometem a intensidade do pulso arterial e portanto a intensidade do sinal “correcto” a ser lido.Anemia: A anemia isolada não compromete a leitura da oximetria de pulso, porém quando associada à hipoxémia, pode traduzir-se em leituras “esquisitas”.Pulso venoso: Estados de sobrecarga de volume, que condicionem sobrecarga da rede vascular venosa que possam determinar a presença de pulso venoso pode fornecer também uma falsa baixa leitura da SpO2, já que os oxímetros são programados para identificar o sinal pulsátil como de origem arterial.
Mesmo sendo uma parâmetro muito útil a oximetria de pulso dá-nos apenas uma estimativa da oxigenação. O diagnóstico de certeza é dado pela gasometria e aferição do valor de PaO2 e claro…também pelo doente.
Enfermagem
Nem sei se hei-de estar contente ou triste, pois vejo aquilo que tanto sonhei e lutei a chegar, o fim do curso, mas com a vida de hoje em dia, nao sei, nao sei não. O que será de mim, de nós enfermeiros, aliás, de toda a gente, pois a situaçao catastrófica do país vai responder a essas perguntas.
Bem, vou ter de emigrar, está visto, mas ao menos ganhar o dobro, isto é, se nao piorar também lá fora, já que estamos em crise mundial, vamos embora então!!
Cumprimentos e boa sorte a todos os enfermeiros que estao no desemprego e que nunca deixem de lutar pela enfermagem, pois quem tem culpa são as politicas, as estratégias.
Bem, vou ter de emigrar, está visto, mas ao menos ganhar o dobro, isto é, se nao piorar também lá fora, já que estamos em crise mundial, vamos embora então!!
Cumprimentos e boa sorte a todos os enfermeiros que estao no desemprego e que nunca deixem de lutar pela enfermagem, pois quem tem culpa são as politicas, as estratégias.
Escalas de Risco de Úlceras de Pressão
É importante determinar o risco que um doente corre de desenvolver uma úlcera de pressão. Necessitámos de um meio para avaliar esse risco.
Para esse efeito existem escalas de avaliação dos factores de risco que um doente tem para desenvolver uma úlcera de pressão. Já falamos dos factores de risco na etiologia das úlceras de pressão.
Existem várias escalas de risco, desenvolvidas em vários países do mundo. As mais conhecidas são as escalas desenvolvidas por Braden, o Braden score, e Waterlow, o Waterlow pressure sore risk assestment scale.
Em Portugal, o ministério de Saúde requer que nos hospitais públicos seja utilizada a escala de Norton na sua forma original ou então adaptada um pouco às necessidades dos diferentes serviços.
Basicamente as escalas de avaliação encaram os mesmos tópicos e categorias. Como mostrado pelo quadro é avaliado o doente em alturas determinadas e é feito um registo do ”score” ou pontuação total nessa altura.
Não existe uma escala que avalie todas as variáveis. Portanto as escalas são somente uma maneira de inventariar de alguma forma geral os potenciais problemas.
O mais importante é obviamente o que é que nos diz a pontuação: qual a sua importância em relação às acções que temos que desenvolver?
Assim, com os resultados obtidos e com os conhecimentos que temos acerca de tratamento e prevenção de úlceras de pressão, vamos pôr em prática as medidas existentes que vamos ver apresentadas agora.
Para esse efeito existem escalas de avaliação dos factores de risco que um doente tem para desenvolver uma úlcera de pressão. Já falamos dos factores de risco na etiologia das úlceras de pressão.
Existem várias escalas de risco, desenvolvidas em vários países do mundo. As mais conhecidas são as escalas desenvolvidas por Braden, o Braden score, e Waterlow, o Waterlow pressure sore risk assestment scale.
Em Portugal, o ministério de Saúde requer que nos hospitais públicos seja utilizada a escala de Norton na sua forma original ou então adaptada um pouco às necessidades dos diferentes serviços.
Basicamente as escalas de avaliação encaram os mesmos tópicos e categorias. Como mostrado pelo quadro é avaliado o doente em alturas determinadas e é feito um registo do ”score” ou pontuação total nessa altura.
Não existe uma escala que avalie todas as variáveis. Portanto as escalas são somente uma maneira de inventariar de alguma forma geral os potenciais problemas.
O mais importante é obviamente o que é que nos diz a pontuação: qual a sua importância em relação às acções que temos que desenvolver?
Assim, com os resultados obtidos e com os conhecimentos que temos acerca de tratamento e prevenção de úlceras de pressão, vamos pôr em prática as medidas existentes que vamos ver apresentadas agora.
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